Quais são esses sete vícios dominantes da natureza humana?
O primeiro a SOBERDA, que poderíamos definir como a procura desordenada de nossa própria honra e excelência. Seria muito longa a lista de todos os pecados que nascem da soberba: a ambição excessiva, a jactância em relação às nossas forças espirituais, a vaidade, o orgulho, eis aí uns poucos. Ou, para usar expressões conteporâneas, a soberba é a causa dessa atitude cheia de amor próprio que nos leva a "manter status", para que os vizinhos não murmurem, à orientação, à ambição de escalar postos e brilhar socialmente, de estar na "crista da onda", e outras coisas do mesmo nível.
O segundo é a AVAREZA, ouo imoderado desejo de bens temporais. Daqui nascem não só os pecados de roubo e fraude, como também os menos conhecidos de injustiça entre patrões e empregados, práticas abusivas nos negócios, tacanhice e indiferença ante as necessidades dos pobres, e isso para mencionar só uns poucos exemplos.
O terceiro é a LUXÚRIA. É fácil perceber que os pecados claros contra a castidade tem a sua origem na luxúria; mas esta também produz outros: há muitos atos desonestos, falsidades e injustiças que se podem atribuir à luxúria; a perda da fé e o desesperar da misericórdia divina, são frutos frequentes da luxúria.
O quarto é a IRA, ou o estado emocional desordenado, que nos empurra a desforrar-nos dos outros, a opor-nos insensatamente as pessoas ou coisas. Os homicídios, as desavenças e as injúrias são consequências evidentes da ira, como também o são o ódio, a murmuração e o dano à propriedade alheia.
O quinto é a GULA é a atração desordenada pela comida ou bebida. Parece o mais ignóbil dos vícios; o glutão há algo de animal. Prejudica a saúde, injustiças à própria família e as outras pessoas, e a uma legião de males demasiado evidentes.
o sexto é a INVEJA, é necessário sermos muito humildes e sinceros conosco, para admitir que a temos. A inveja consiste em desejar o nível de vida que outros têm: esse é um sentimento perfeitamente natural, as não ser que nos leve a extremos de cobiça. Não, a inveja é antes a tristeza causada pelo fato de outros estarem numa situação melhor que a nossa, e o sofrimento pela melhor sorte dos outros. Desejamos Ter o que um outro tem, e que não o tenha. Pelo menos, desejaríamos que não o tivesse, se nós não o podemos Ter também. A inveja leva-nos ao estado mental clássico "cachorro de hortelã", que nem aproveita o que tem nem deixa os outros aproveitarem, e produz o ódio, a calúnia, a difamação, o ressentimento e outros males semelhantes.
O sétimo é a PREGUIÇA, que não é o simples desagrado perante ao trabalho; há muita gente que não acha agradável o seu trabalho. A preguiça é, antes de tudo, fugir do trabalho pelo esforço que ele implica. É o desgosto e a recusa ante o cumprimento de nossos deveres, especialmente de nossos deveres com Deus. Se nos contentamos com o nível baixo de nossa procura da santidade, especialmente se nos confomarmos com a mediocridade espiritual, é quase certo que a sua causa é a preguiça. Omitir a Missa em dias de preceito, desleixar-se na oração, fugir das obrigações familiares e profissionais, tudo isso provém da preguiça.
De hoje em diante, seria muito proveitoso perguntar-nos não só "que pecados cometi e quantas vezes", mas também " por quê".
Postado por: lekinha


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